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Sobre o Programa

Publicado: Terça, 21 de Abril de 2020, 12h52 | Última atualização em Terça, 21 de Abril de 2020, 12h52 | Acessos: 323

 

A Amazônia Brasileira (também chamada Amazônia Legal) compreende nove estados da Federação, equivalendo a 51% do território nacional, sendo o Amazonas o maior estado brasileiro. Com uma população de 25 milhões de habitantes, o Amazonas produz 8% do PIB nacional.

 

O território amazônico abriga a maior biodiversidade do planeta. Além de sua biodiversidade, o ecossistema amazônico contribui de forma decisiva para a estabilidade do clima do planeta. Sua preservação, incluindo sua biodiversidade, ecossistemas e a singularidade dos povos amazônicos, depende necessariamente do equilíbrio entre desenvolvimento econômico e de uma profunda compreensão histórico-filosófica e científica, possibilitando o uso racional de seus recursos sem comprometer o delicado equilíbrio ecológico.

 

A prospecção de biomoléculas e de outros produtos a partir dessa biodiversidade regional ainda é um importante eixo de pesquisa com importância econômico-social e científica que pode contribuir não só para o tratamento de doenças, mas também para o retorno e os benefícios econômicos para a Região Amazônica, que, por outro lado, é endêmica em doenças infecciosas com características epidemiológicas próprias, com importância social indiscutível como a malária e a leishmaniose, a febre amarela, entre outras. É de notar-se que o Estado do Amazonas apresenta uma das maiores taxas de prevalência de tuberculose no Brasil. Ao lado das doenças infecciosas, com a industrialização dos centros urbanos da Região, emergem as doenças inflamatórias crônicas como a hipertensão, a síndrome metabólica, a aterosclerose, doenças neurológicas degenerativas como Alzheimer e Parkinson, doenças neoplásicas, entre outras. Destacadamente, o Amazonas também figura como o estado com os maiores números de casos de câncer de colo de útero, especialmente em mulheres jovens.

 

O entendimento dessa configuração própria de doenças, com uma mistura de doenças infecciosas e crônico-degenerativas, passa necessariamente pelo estudo da imunologia, ciência hoje que está no centro da discussão da fisiopatologia de ambos os grupos de doenças. Nesse contexto regional, em 2008, foi criado o Programa de Pós-Graduação em Imunologia Básica e Aplicada da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a mais antiga Universidade do Brasil, com 111 anos, uma das instituições de ensino superior de maior importância no cenário regional amazônico.

 

O Programa de Pós-Graduação “Stricto Sensu” em Imunologia Básica e Aplicada (PPGIBA), do Instituto de Ciências Biológicas (ICB) da Universidade Federal do Amazonas, com sede em Manaus-AM, está em local estratégico para atender à demanda de candidatos à pós-graduação, oriundos dos municípios do Estado do Amazonas e também de outros estados da Região Norte, pois é o único Programa de Imunologia da área de Ciências Biológicas III da CAPES nessa Região. Fácil, portanto, compreender que o desenvolvimento da imunologia é de extrema importância para as ciências biológicas e para área da saúde na Região Amazônica.

 

Nesse contexto de desafios, O PPGIBA iniciou suas atividades com o curso de Mestrado, que foi recomendado em 2008 pela CAPES e começou em março de 2009, com duas áreas de concentração: 1) Imunologia básica e aplicada e 2) Biologia de agentes patogênicos. Essas duas áreas visam concentrar pesquisas estratégicas na imunologia de doenças de impacto regional. Desde sua fundação, o PPGIBA formou 70 mestres, que estão atuando, prioritariamente, em atividades de docência e em pesquisa, nas instituições públicas e particulares das áreas das Ciências Biológicas e da Saúde.

 

O curso de Doutorado em Imunologia Básica e Aplicada, recomendado pela CAPES em dezembro de 2013, iniciou suas atividades oficiais a partir de março de 2014, com abertura do edital de seleção no formato de fluxo contínuo (de março a novembro de 2014). Ao fim de 2019, o Programa contava com o 39 discentes no Doutorado, já tendo sido titulados 6 doutores.

 

Considerando a necessidade de fazer face aos desafios regionais, o corpo docente do PPGIBA apresenta uma faceta multidisciplinar, compreendendo doutores nas áreas de Imunologia, Microbiologia, Imunovirologia, Imunotoxicologia, Genética, Bioquímica, Morfologia, Farmacologia Cardiovascular e Neurofarmacologia. Assim sendo, destacamos também as parcerias com pesquisadores e com instituições locais, regionais e nacionais estratégicas, com a finalidade de favorecer o network de pesquisas, a interatividade e a multidisciplinaridade.

 

O PPGIBA mantém cooperação com a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), o Instituto Leônidas e Maria Deane da Fundação Oswaldo Cruz (ILMD-Fiocruz/AM), a Universidade de São Paulo-USP de Ribeirão Preto, o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a Fundação de Medicina Tropical Doutor Heitor Vieira Dourado (FMT-DHVD), a Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCECON) e o Instituto de Dermatologia Tropical e Venereologia Alfredo da Matta (IDTVAM). Vários pesquisadores dessas instituições, pelas razões expostas, são pesquisadores do núcleo permanente ou colaborador do PPGIBA.

 

As atividades do PPGIBA, tanto as de Mestrado quanto as de Doutorado, estão sendo realizadas nas instalações do Programa, no Bloco das Pós-graduações do ICB/FCA. Dois laboratórios (Laboratório de Imunologia e Doenças Infecciosas e Laboratório de Experimentação Animal) foram equipados para receber professores e alunos do Programa e estão sendo amplamente utilizados. Além desses dois laboratórios multiusuários, outros liderados por professores do Programa tanto na UFAM quanto nas instituições parceiras têm servido de base para o desenvolvimento de pesquisas no âmbito do Programa.

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